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2008-08-07 - O Programa Media Smart, que visa explicar aos alunos do 1º e 2º ciclo as técnicas usadas na publicidade, começa oficialmente no dia 20 do próximo mês, disse hoje à lusa a secretária-geral da APANDe acordo com Manuela Botelho, da Associação Portuguesa de Anunciantes (APAN) - organismo que é, em parceria com o Ministério da Educação, responsável pelo programa -, as crianças entre os 6 e os 11 anos das escolas aderentes vão poder assistir, dia 20 de Fevereiro e pela primeira vez, a uma aula onde lhes será explicada a publicidade."No dia 20 teremos, em parceria com o Ministério da Educação o lançamento oficial do Media Smart na escolas", afirmou.A secretária-geral da associação adiantou ainda que, antes do lançamento oficial, será realizada uma sessão aberta aos pais dos 700 alunos do Colégio Luso Internacional, no Porto, para apresentação de estudos sobre o programa feitos por professores em testes-piloto.A apresentação, marcada para dia 13 de Fevereiro, contará ainda com um debate "onde participarão prestigiados académicos e profissionais relacionados com o tema", acrescentou.Constituído por três módulos de ensino - Introdução à Publicidade, Publicidade Dirigida às Crianças e Publicidade Não Comercial -, o programa poderá ser leccionado enquanto disciplina extracurricular autónoma ou ver introduzidos alguns dos seus conteúdos em disciplinas curriculares já existentes.Segundo as previsões da APAN, o Media Smart poderá abranger, nos primeiros três anos de aplicação, cerca de 50 por cento dos alunos portugueses da referida faixa etária, podendo chegar, num prazo de 10 anos, ao universo global das escolas nacionais.Entre outros assuntos, as aulas explicam os processos de produção da publicidade e as técnicas especiais usadas nas campanhas publicitárias, como a importância do som na comunicação comercial, a utilização do exagero na publicidade ou a exibição de personalidades ou personagens nessas campanhas.Actualmente, 68.300 escolas na Europa utilizam o Media Smart como ferramenta de ensino, sendo Portugal o primeiro país do sul da Europa a adoptar o programa.O projecto tem um investimento global estimado de cerca de um milhão de euros para os próximos 6 anos, 200 mil euros anuais no primeiro triénio e cerca de 150 mil euros anuais para o restante período.O projecto arrancou em 1998 no Canadá, tendo sido introduzido na Europa PMCLusa |
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